Como funciona a tomada de decisão no cérebro

Mecanismo de tomada de decisão é desvendado por cientistas e, acredite, não é nada simples

O funcionamento do mecanismo de tomada de decisões é estreitamente ligado ao nível de dopamina presente no cérebro

Recentemente a revista Neuron apresentou um estudo onde é comprovado o papel da dopamina na tomada de decisões. O pesquisador Xin Jin e seus colegas do Instituto Salk, nos EUA, conseguiram auferir os níveis de dopamina no cérebro de ratos na hora em que eles escolhiam pressionar um botão que iria liberar açúcar.

Tal descoberta revela que o sistema de recompensas é essencial na tomada de decisões. Nossas decisões são ligadas ao nível de dopamina que está liberado no sistema de recompensa.

O estudo foi além, mostrou que a variação do nível de dopamina é associada com a decisão dos animais e, ainda, mostrou que é possível prever, pela quantidade de dopamina, qual seria a escolha que eles tomariam. A dopamina aumentava para fazer o camundongo escolher a recompensa. Quando havia pouca dopamina, o ratinho tinha menos chances de acertar.

Como funciona a liberação da dopamina?

É por meio da dopamina que os nossos neurônios trocam informações. É também ela o agente principal no “sistema de recompensa”, que, resumidamente, é o que nos dá previsões se vamos ter um bom resultado se fizermos determinada coisa.

Por exemplo, quando você está sentindo fome, é a dopamina liberada que te leva a realizar uma ação para conseguir comida, como fazê-la ou comprá-la.

Com essa necessidade atingida a dopamina é liberada e traz a sensação de prazer e bem estar, que você já deve ter tido após comer alguma coisa que gosta muito. Se a dopamina não é liberada, você não sente prazer, não sente vontade, há bem menos motivação.